O que é tendinite fibular, causas e tratamentos

O que é tendinite fibular, causas e tratamentos

A tendinite fibular é a inflamação dos tendões dos músculos fibulares (peroneais) na face lateral da perna e tornozelo. Esses tendões — do fibular longo e fibular curto — deslizam por sulcos na fíbula e no calcâneo, estabilizando o tornozelo e permitindo a eversão do pé. A sobrecarga ou lesão desses tendões causa dor, inchaço e limitações funcionais.


O que são os músculos fibulares?

O que é tendinite fibular, causas e tratamentos
O que é tendinite fibular, causas e tratamentos

Os músculos fibulares formam o compartimento lateral da perna e têm inserções no pé:

  • Fibular Longo: se origina na cabeça da fíbula e vai até a base do primeiro metatarso, promovendo eversão e suporte ao arco plantar.
  • Fibular Curto: fica abaixo do fibular longo e se insere no quinto metatarso, auxiliando na eversão e estabilidade lateral.

Sua ação conjunta equilibra o tornozelo durante caminhada, corrida e mudanças de direção.


Causas da tendinite fibular

A tendinite fibular surge quando a carga nos tendões excede sua capacidade de adaptação. Entre os fatores predisponentes:

  1. Sobrecarga e uso excessivo: corrida em superfícies irregulares, treinos intensos sem progressão adequada.
  2. Entorses de tornozelo ou trauma direto: lesões agudas danificam os tendões e incitam resposta inflamatória.
  3. Desalinhamento biomecânico: pés planos ou supinados alteram a tensão nos tendões fibulares.
  4. Calçados inadequados: falta de suporte lateral ou amortecimento insuficiente.
  5. Aumento súbito de volume ou intensidade de exercícios: ultrapassa a capacidade de resistência dos tendões.

Sinais e sintomas

A apresentação clínica típica inclui:

  • Dor lateral: agravada ao eversão do pé ou carga de peso.
  • Inchaço e calor local: resposta inflamatória no trajeto do tendão.
  • Sensibilidade à palpação: dor ao pressionar o sulco peroneal.
  • Estalidos ou crepitação: sensação de “areia” sob a pele em movimento.
  • Fraqueza para eversão: dificuldade em inclinar o pé para fora contra resistência.

Tratamentos recomendados

O manejo da tendinite fibular combina medidas de alívio rápido com reabilitação:

  1. Repouso relativo: reduzir atividades que reproduzam a dor, mantendo-se ativo em baixo impacto (natação, bicicleta).
  2. Termoterapia localizada: gelo 15–20 min a cada 2–3 h nas primeiras 48 h; alternar com calor após fase aguda para relaxar tecidos.
  3. AINEs: ibuprofeno, naproxeno ou diclofenaco conforme prescrição, para controle de dor e inflamação.
  4. Compressão e elevação: ataduras elásticas e elevação da perna abaixo do coração para reduzir edema.
  5. Fisioterapia:
    • Alongamentos do fibular longo e curto.
    • Fortalecimento de eversão com faixa elástica.
    • Treino proprioceptivo e equilíbrio.
  6. Órteses e palmilhas: correção de desalinhamentos que sobrecarregam os tendões.
  7. Modalidades avançadas: ultrassom terapêutico, ondas de choque ou ESWT em casos crônicos.
  8. Infiltrações de corticosteroide: apenas em casos refratários e sob avaliação médica.
  9. Cirurgia: em tendinopatias crônicas graves com rupturas parciais e falha de tratamento conservador.

Medicamentos usados

A escolha de AINEs deve considerar perfil de risco e duração do tratamento:

  • Ibuprofeno: 200–400 mg a cada 6 h.
  • Naproxeno: 250–500 mg duas vezes ao dia.
  • Diclofenaco: 50 mg duas vezes ao dia ou gel tópico.
  • Celecoxibe: 200 mg uma vez ao dia (menor risco gastrointestinal).

A duração normalmente varia de 7 a 14 dias, conforme resposta clínica.


Conclusão

A tendinite fibular requer diagnóstico preciso e abordagem multifatorial: repouso, analgesia, fisioterapia e correção de fatores biomecânicos. O tratamento precoce alivia sintomas, acelera a recuperação e previne recaídas. Se você apresenta dor lateral no tornozelo ou fraqueza ao eversão, consulte um especialista em pé e tornozelo para avaliação detalhada e plano terapêutico individualizado.

Para agendar uma consulta, entre em contato com o Dr. Daniel Baumfeld.

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