A artrose é uma condição degenerativa comum que afeta as articulações, sendo mais frequentemente observada nos joelhos, quadris e mãos. No entanto, quando ocorre no calcanhar, apresenta particularidades clínicas que merecem atenção especializada. O comprometimento articular nessa região pode interferir significativamente na marcha, na estabilidade e na qualidade de vida do paciente.
Este material tem como objetivo esclarecer, com base na prática clínica da Dra. Rosangela Fedato, o que caracteriza a artrose no calcanhar, quais são suas causas, sintomas mais frequentes e os recursos terapêuticos disponíveis, desde medidas conservadoras até alternativas cirúrgicas.
O que é artrose no calcanhar?

A artrose no calcanhar, tecnicamente denominada osteoartrite subtalar ou calcaneana, ocorre quando há desgaste progressivo da cartilagem articular entre os ossos do calcâneo e outras estruturas adjacentes, como o tálus. A cartilagem tem como função absorver impacto e permitir o movimento articular com baixo atrito. Quando se deteriora, os ossos entram em contato direto, gerando dor, inflamação e limitação funcional.
As causas da artrose no calcanhar são multifatoriais:
- Idade avançada: o envelhecimento natural favorece a degeneração da cartilagem.
- Traumas prévios: fraturas do calcâneo ou entorses mal resolvidos podem desencadear desgaste articular precoce.
- Alterações biomecânicas: como a sobrecarga em pés planos ou cavos, predispondo ao atrito anormal.
- Obesidade: o excesso de peso intensifica a carga sobre as articulações do pé.
- Predisposição genética: fatores hereditários podem influenciar na degradação articular.
O processo é progressivo, podendo iniciar com pequenas áreas de desgaste e evoluir para perda cartilaginosa difusa e deformidade articular.
Quais os sintomas da artrose nos pés e no calcanhar?
Os sinais clínicos da artrose no calcanhar podem variar em intensidade e progressão, mas envolvem principalmente:
- Dor localizada no calcanhar, exacerbada pela carga e alívio parcial em repouso.
- Rigidez articular, especialmente ao iniciar os movimentos pela manhã ou após períodos de inatividade.
- Inchaço e edema local, decorrente da inflamação articular crônica.
- Sensibilidade ao toque na região posterior e inferior do tornozelo.
- Crepitação articular, percebida durante movimentos, principalmente em fases mais avançadas.
- Limitação de movimento, prejudicando atividades como caminhar, subir escadas ou permanecer em pé por longos períodos.
- Alterações na marcha, com redistribuição do peso para aliviar a dor, o que pode levar a compensações e sobrecarga em outras articulações.
- Deformidades visíveis, nos estágios mais avançados, com desalinhamento ou proeminência óssea.
É fundamental que esses sintomas sejam avaliados precocemente para evitar a progressão do quadro e preservar a funcionalidade.
Como é feito o diagnóstico da artrose no calcanhar?
A confirmação diagnóstica da artrose subtalar envolve:
- Avaliação clínica detalhada, considerando histórico de trauma, sintomas e exame físico da articulação subtalar.
- Exames de imagem, como radiografia simples em diferentes ângulos, que permite identificar estreitamento do espaço articular, osteófitos e esclerose óssea.
- Tomografia computadorizada, indicada para avaliar com mais precisão as articulações envolvidas.
- Ressonância magnética, em casos selecionados, para avaliação do comprometimento de tecidos moles e cartilagem.
O diagnóstico diferencial inclui outras causas de dor no calcanhar, como fasciite plantar, esporão calcâneo e tendinopatias, sendo necessário o exame especializado para definição do tratamento adequado.
Quais medidas podem aliviar a dor da artrose nos pés?
Em casos leves ou moderados, o tratamento conservador pode oferecer alívio significativo dos sintomas. As seguintes medidas são indicadas:
- Repouso relativo, evitando atividades de impacto.
- Aplicação de gelo, para reduzir processos inflamatórios.
- Compressão elástica, quando houver edema associado.
- Elevação dos pés, favorecendo o retorno venoso e controle do inchaço.
- Exercícios de alongamento e mobilidade, orientados por fisioterapeutas.
- Uso de calçados adequados, com bom amortecimento e suporte ao arco plantar.
- Controle do peso corporal, fundamental para reduzir a sobrecarga articular.
Essas estratégias devem ser individualizadas, conforme a intensidade da dor e o grau de comprometimento articular.
Como tratar artrose no calcanhar?
O tratamento da artrose subtalar é escalonado, indo de abordagens clínicas a opções cirúrgicas nos casos refratários:
1. Medicamentos
- Analgésicos simples e anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) para controle sintomático.
- Suplementos condroprotetores, embora com eficácia limitada e controversa.
2. Infiltrações articulares
- Corticosteroides, indicados para crises inflamatórias agudas, com alívio temporário.
- Ácido hialurônico, em alguns casos, pode melhorar a lubrificação articular.
3. Fisioterapia
- Programas personalizados com foco no fortalecimento, reeducação da marcha e liberação miofascial.
4. Palmilhas e órteses
- Dispositivos personalizados para redistribuir a carga e melhorar o alinhamento biomecânico.
5. Intervenção cirúrgica
Indicada em casos refratários, a depender da localização e gravidade da artrose:
- Artrodese subtalar: fusão óssea da articulação, indicada quando há dor severa e deformidade.
- Osteotomia: realinhamento ósseo para redistribuir a carga.
- Artroplastia: substituição articular, menos comum no calcanhar.
- Artroscopia: para remoção de corpos livres e regularização articular em fases iniciais.
A escolha da técnica é individualizada após avaliação detalhada por especialista em cirurgia do pé e tornozelo.
A artrose no calcanhar tem cura?
A artrose é uma doença crônica e degenerativa. Não há cura definitiva, pois a cartilagem desgastada não se regenera espontaneamente. No entanto, com o tratamento adequado, é possível controlar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e preservar a função articular.
Pesquisas sobre terapias regenerativas, como o uso de células-tronco e fatores de crescimento, ainda estão em fase experimental e não fazem parte do protocolo clínico estabelecido.
Conclusão
A artrose no calcanhar é uma condição complexa que exige abordagem multidisciplinar para controle da dor e manutenção da função articular. A avaliação precoce por especialista, como a Dra. Rosangela Fedato, é essencial para definição do melhor plano terapêutico. O tratamento pode incluir desde ajustes posturais e uso de palmilhas personalizadas até intervenções cirúrgicas nos casos mais avançados.
Em Curitiba-PR, a Dra. Rosangela oferece atendimento técnico, humanizado e focado em resultados, com diagnóstico preciso e estratégias atualizadas para o manejo das patologias do pé e tornozelo.









