A exostectomia é uma cirurgia ortopédica realizada para remoção de exostoses — formações ósseas anômalas que, embora geralmente benignas, podem causar dor, limitação funcional e desconforto ao caminhar ou movimentar-se. A presença dessas estruturas é comum em áreas como pés, tornozelos, joelhos, ombros e mãos, podendo gerar compressão de tecidos adjacentes.
Este conteúdo, preparado com base na prática da Dra. Rosangela Fedato, especialista em cirurgia do pé e tornozelo, detalha as indicações, execução do procedimento e as etapas do pós-operatório, com ênfase em segurança e funcionalidade.
O que é exostectomia?

A exostectomia consiste na remoção cirúrgica de osteófitos (ou esporões ósseos), que são saliências ósseas formadas de forma reativa, em resposta a sobrecargas, processos inflamatórios ou estímulos mecânicos contínuos.
Principais causas de exostoses
- Traumas e microtraumas repetitivos
- Doenças articulares degenerativas, como artrose
- Alterações genéticas, como exostose múltipla hereditária
- Inflamações crônicas, que afetam o metabolismo ósseo local
Sintomas associados
- Dor localizada, principalmente com movimento ou ao calçar sapatos.
- Inflamação ou edema na região.
- Restrição de mobilidade articular.
- Compressão de estruturas vizinhas (tendões, nervos).
A cirurgia é indicada quando a exostose compromete a função, gera dor persistente ou interfere na qualidade de vida.
Como é feito o procedimento cirúrgico?
Avaliação diagnóstica
A definição da conduta cirúrgica baseia-se em exame físico detalhado e exames de imagem:
- Radiografia: visualiza a exostose e seu formato.
- Tomografia: fornece dados precisos sobre a localização e relação com outras estruturas.
- Ressonância magnética: útil quando há suspeita de envolvimento de partes moles.
Planejamento cirúrgico
A escolha entre cirurgia aberta ou técnica minimamente invasiva depende da localização, tamanho da exostose e experiência do cirurgião.
Execução do procedimento
- Anestesia: local, regional ou geral, conforme a área e complexidade.
- Acesso cirúrgico: incisão precisa para exposição óssea.
- Remoção da exostose: com instrumentos específicos, preservando os tecidos adjacentes.
- Fechamento e curativo: finalização com sutura e proteção local.
Benefícios da técnica minimamente invasiva
- Menor agressão aos tecidos.
- Recuperação mais rápida.
- Menor risco de infecção.
- Melhoria estética (cicatrizes menores).
Recuperação pós-operatória
Primeiras 48-72 horas
- Monitoramento clínico e controle da dor.
- Imobilização, se necessário, com tala ou bota ortopédica.
- Instruções para repouso e elevação do membro.
Cuidados domiciliares
- Troca de curativos conforme orientação médica.
- Administração de analgésicos e anti-inflamatórios.
- Atenção a sinais de infecção (vermelhidão, secreção, febre).
Fases de reabilitação
- Imobilização inicial (0 a 2 semanas): repouso relativo e proteção da área operada.
- Mobilização progressiva (2 a 6 semanas): liberação gradual de carga e exercícios leves.
- Reabilitação funcional (6 a 12 semanas): fortalecimento, treino de equilíbrio e retorno às atividades.
A reabilitação pode incluir fisioterapia, especialmente em casos com limitação funcional significativa.
Complicações possíveis e como evitá-las
Eventos adversos
- Infecção de ferida operatória.
- Retorno dos sintomas se houver recrescimento ósseo.
- Rigidez articular por imobilização prolongada.
- Irritação de estruturas vizinhas se a exostose for parcialmente removida.
Prevenção
- Acompanhamento médico rigoroso.
- Higiene adequada da ferida.
- Adesão ao plano de fisioterapia.
- Uso de órteses ou calçados terapêuticos quando indicado.
Importância de acompanhamento especializado
A escolha de um profissional experiente em cirurgia ortopédica, como a Dra. Rosangela Fedato, garante:
- Diagnóstico clínico e radiológico adequado.
- Técnica cirúrgica precisa e segura.
- Acompanhamento no pós-operatório e reabilitação.
Em Curitiba, a Dra. Rosangela oferece atendimento técnico e humanizado, com foco na recuperação funcional completa.
FAQ técnico – Exostectomia
1. Quanto tempo leva a recuperação total?
Em média, de 6 a 12 semanas, com retorno progressivo às atividades conforme a evolução clínica.
2. Pode-se apoiar o pé operado logo após a cirurgia?
Não. O apoio só é liberado após orientação médica, geralmente após as primeiras semanas, para evitar sobrecarga precoce.
3. A fisioterapia é necessária?
Sim, especialmente para prevenir rigidez articular e acelerar o retorno da função.
4. Como saber se houve complicação?
Sinais como dor intensa, edema persistente, secreção ou febre devem ser avaliados prontamente.
5. É necessário usar muletas ou botas?
Sim, conforme o local operado e o grau de restrição de carga, dispositivos de apoio podem ser recomendados temporariamente.
6. Quando posso retomar esportes?
Após liberação médica e reabilitação avançada, geralmente a partir da 10ª semana, em casos simples.
Conclusão
A exostectomia é um procedimento eficaz para eliminar formações ósseas anômalas que causam dor e limitação funcional. Com técnica cirúrgica adequada e reabilitação supervisionada, é possível obter alívio completo dos sintomas e retorno à funcionalidade. O acompanhamento por especialista em pé e tornozelo, como a Dra. Rosangela Fedato, é essencial para otimizar os resultados e reduzir o risco de complicações.









