Síndrome do Túnel do Tarso: causas, sintomas e tratamentos

Síndrome do Túnel do Tarso: causas, sintomas e tratamentos

Você tem sentido dor, queimação ou formigamento persistente nos pés ou tornozelos? Esses podem ser sinais da Síndrome do Túnel do Tarso, uma condição que ocorre quando o nervo tibial posterior é comprimido dentro de um estreito canal na parte interna do tornozelo. Essa compressão nervosa pode causar desconfortos intensos, afetar sua mobilidade e comprometer sua qualidade de vida.

Neste artigo, a Dra. Rosângela explica em detalhes o que é essa síndrome, suas principais causas, como reconhecer os sintomas e as opções de tratamento disponíveis — desde abordagens conservadoras até procedimentos cirúrgicos em casos mais graves.

O que é a Síndrome do Túnel do Tarso?

Síndrome do Túnel do Tarso: causas, sintomas e tratamentos
Síndrome do Túnel do Tarso: causas, sintomas e tratamentos

Trata-se de uma neuropatia compressiva, semelhante à famosa síndrome do túnel do carpo (no punho), porém localizada no tornozelo. O nervo afetado, o nervo tibial posterior, passa por um canal chamado túnel do tarso. Quando esse túnel se estreita, o nervo sofre compressão, causando sintomas sensoriais e motores na planta do pé e na parte interna do tornozelo.

Principais causas da Síndrome do Túnel do Tarso

As causas mais comuns envolvem alterações anatômicas ou traumas na região do tornozelo. Entre elas, destacam-se:

  • Pé plano (chato): por alterar a biomecânica do tornozelo, pode causar compressão do nervo.
  • Lesões traumáticas, como entorses, fraturas e cicatrizes internas.
  • Inflamações crônicas, como tendinites ou artrite reumatoide.
  • Cistos, tumores ou varizes, que ocupam espaço dentro do túnel.
  • Movimentos repetitivos ou longos períodos em pé, especialmente em pisos duros.

Identificar a causa é essencial para um plano de tratamento eficaz e direcionado.

Sintomas mais comuns

A síndrome se manifesta por sintomas que variam de intensidade conforme a gravidade da compressão. Os principais são:

  • Dor na parte interna do tornozelo e na sola do pé;
  • Sensações de queimação, formigamento ou “choques elétricos”;
  • Dormência nos dedos e na planta do pé;
  • Fraqueza muscular, com dificuldade em apoiar o pé;
  • Sensação de inchaço, mesmo sem sinais visíveis.

Esses sintomas tendem a piorar ao longo do dia ou após caminhar por longos períodos.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico envolve uma combinação de exame clínico, histórico do paciente e exames de imagem. A Dra. Rosângela realiza uma avaliação neurológica minuciosa e, se necessário, solicita exames como ressonância magnética, eletroneuromiografia ou ultrassonografia, que ajudam a confirmar a compressão do nervo e a excluir outras causas semelhantes, como neuropatia periférica.

Tratamentos disponíveis

O tratamento varia conforme a causa e a gravidade dos sintomas. Em muitos casos, intervenções conservadoras são eficazes. A cirurgia é indicada apenas quando essas abordagens não oferecem melhora.

1. Tratamentos conservadores

  • Fisioterapia especializada: com exercícios de fortalecimento, alongamentos e terapias analgésicas como laser ou ultrassom.
  • Palmilhas ortopédicas personalizadas, para correção da pisada e alívio da pressão.
  • Medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos, sempre com prescrição médica.
  • Repouso e mudança de hábitos, como evitar atividades repetitivas e o uso de calçados inadequados.

2. Tratamento cirúrgico

Quando a dor persiste por meses e os tratamentos conservadores não funcionam, a cirurgia pode ser indicada. A técnica mais comum é a liberação do túnel do tarso, que consiste em ampliar o espaço dentro do túnel para descomprimir o nervo. Em casos em que a compressão é causada por cistos ou tumores, esses são removidos durante a cirurgia.

Reabilitação após o tratamento

Seja com ou sem cirurgia, o acompanhamento fisioterapêutico é fundamental. A Dra. Rosângela orienta a realização de exercícios progressivos para recuperar a força e a mobilidade, além de indicar os cuidados para prevenir recidivas, como manter o peso ideal, evitar longas jornadas em pé e escolher os calçados adequados.

Como prevenir a Síndrome do Túnel do Tarso?

Embora nem sempre seja possível evitar completamente essa condição, alguns cuidados ajudam a reduzir o risco:

  • Escolha calçados confortáveis, com bom suporte para o arco plantar;
  • Evite sobrecarga nos pés, principalmente se permanecer muito tempo em pé;
  • Pratique alongamentos regularmente;
  • Corrija alterações da pisada com o uso de palmilhas ortopédicas;
  • Trate prontamente lesões no tornozelo, como entorses e inflamações.

Quando procurar um especialista?

Se você sente formigamento, dor persistente na planta do pé ou tornozelo, dormência ou perda de força, não adie a consulta. O diagnóstico precoce é essencial para evitar danos permanentes ao nervo tibial posterior.

Agende uma avaliação com a Dra. Rosângela, especialista em ortopedia com foco em pé e tornozelo. A consulta é o primeiro passo para o alívio definitivo da dor e a recuperação da sua qualidade de vida.

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